Os reajustes do salário mínimo contribuíram para o aumento da qualidade de vida dos idosos, constataram pesquisadores brasileiros e estrangeiros em estudo sobre envelhecimento, bem-estar e desenvolvimento.

“Identificamos um grande número de famílias que vive com a renda de idosos. Esse dinheiro tem peso grande nas casas e pode ser a principal fonte de renda”, disse, segundo a Agência Brasil, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, João Saboia, responsável no estudo pelos dados do Brasil.

Valorização Para Saboia, como a maioria das aposentadorias no País está atrelada ao salário mínimo, a política de valorização do salário ajudou a melhorar o bem-estar da população idosa nos últimos anos.

O pesquisador ainda ressaltou o fato de a maior parte dos brasileiros idosos receber benefícios contributivos. O que não acontece em países como a África do Sul, por exemplo, onde os benefícios advêm de programas de transferência de renda e assistenciais.

“No Brasil, o que está por trás disso é o mercado de trabalho, que está se formalizando. Isso significa que, ao longo do tempo, cada vez mais os benefícios no País tendem a ser contributivos. No caso da África do Sul, a taxa de desemprego está elevada, tem muita informalidade. A situação do país é outra”, reforçou Saboia, ainda segundo a Agência.

Ascensão O estudo, realizado por pesquisadores da UFRJ, da Universidade de Norfolk, nos Estados Unidos, da Universidade de Rhodes, na África do Sul, sob coordenação da Universidade de Manchester, na Inglaterra, constatou que benefícios sociais como pensões e aposentadorias contribuíram para a saída da linha da pobreza de quase um sexto dos domicílios pesquisados na África do Sul e de uma a cada cinco famílias no Brasil.

FONTE

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