Saber escolher o profissional que vai exercer esta função exige uma avaliação constante.

Cada vez mais e por diversas razões, as famílias precisam recorrer aos profissionais que cuidam de idosos. As exigências e peculiaridades que envolvem esta tarefa requerem pessoas com um perfil específico, que tenham sensibilidade para entender os limites e as incapacidades físicas que o envelhecimento provoca. Para os familiares, escolher a pessoa certa é um grande desafio, além de um exercício de percepção.

Profissionais que atuam na área de atendimento e estudo da pessoa idosa em Mogi das Cruzes dão algumas dicas de quais características devem ser observadas no profissional e como isso é fundamental para proporcionar bem-estar e segurança aos idosos. Para a psicóloga Vera Socci, membro do Grupo de Psicologia do Idoso em Mogi das Cruzes, a avaliação deve ser voltada mais para a sua atuação do que propriamente das características que ele diz ter ou dos cursos que possui.
“Buscar referências do trabalho exercido anteriormente por este profissional e, principalmente, observar o seu desempenho na prática são etapas importantes. Ter um curso de cuidador de idosos é útil, mas não garante que a pessoa tenha as características e habilidades necessárias para a função”, alerta a psicóloga.

Segundo ela, além de paciência e dedicação, o cuidador deve ser uma pessoa positiva e bem humorada, pois isso será de grande valia se tiver de cuidar de um idoso com alguma enfermidade. “Quem está doente, geralmente fica mais depressivo. Isso é natural. Porém, ele deve conviver com pessoas alegres para ajudá-lo no seu bem-estar”.

Ficar atento ao profissional que não se limita a ser um mero acompanhante é outro ponto a ser observado, de acordo com Vera: “Já vivenciei situações na minha família de cuidadores que ofereciam algo mais, ou uma massagem ou uma atividade com um jogo, não se limitando apenas a ser um mero acompanhante. Isso faz diferença no dia a dia”.

Preparação
A psicóloga Geraldina Witter, também integrante do grupo, afirma que é preciso, antes de tudo, um trabalho de preparação do idoso para aceitar um cuidador, principalmente se ele não fizer parte do seu convívio. “As mulheres costumam aceitar melhor este auxílio. Já os homens relutam mais, pelo temor de se sentirem dependentes”, observa.
Segundo ela, é preciso verificar qual o tipo de cuidado que o idoso necessita: “Se ele possui alguma doença, o ideal é ter o auxílio de um enfermeiro ou de outro profissional mais qualificado. Outros casos podem ser resolvidos com um cuidador leigo. Mas, mesmo neste caso, ele precisa ser orientado por um profissional especializado, pois esta função exige muito preparo emocional”.

As soluções caseiras também requerem atenção. Geraldina explica que escolher alguém da família ou um amigo para ser cuidador, muitas vezes é viável financeiramente, mas quanto maior o vínculo emocional, maior também será o nível de estresse, dado à proximidade de relacionamento. Neste ponto, o revezamento é essencial. “O cuidador precisa ter uma folga, mesmo que seja parente do idoso”, conclui.

FONTE

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