Um mal que atinge boa parte da população – e se não for tratado pode causar sérias complicações –, a Hipertensão Arterial Sistêmica, ou popularmente conhecida como pressão alta, representa um dos principais fatores de risco cardiovascular. A hipertensão arterial explica 40% das mortes por acidente vascular cerebral e 25% daquelas por infarto do miocárdio.

A patologia também pode causar outras complicações, como insuficiência renal, insuficiência cardíaca e perda da acuidade visual. Além disso, a mortalidade por doenças cardiovasculares aumenta progressivamente com a elevação da pressão arterial, a partir de 115 x 75 mmHg.

Diversos fatores podem levar à doença, uma vez que a pressão arterial sobe linearmente com a idade, atingindo mais de 60% das pessoas idosas. As principais causas são as dietas ricas em sal, sedentarismo e obesidade, além da genética individual. Outros fatores potencialmente reversíveis também podem levar à hipertensão, como o uso de anti-inflamatórios, anticoncepcionais, problemas de tireoide e abuso de álcool.

A hipertensão pode não apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce.

A avaliação periódica com o cardiologista é de extrema importância, independente da presença de sintomas. Atenção especial deve ser dada para os pacientes com fatores de risco para hipertensão arterial, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que desejam iniciar atividades físicas.

Algumas situações, como dores e alterações emocionais (crises de ansiedade e pânico, por exemplo), elevam transitoriamente a pressão arterial e não devem ser consideradas para diagnóstico da doença. Também existem pessoas cuja pressão arterial sobe pelo fato de estarem em ambiente médico, também conhecida como hipertensão do jaleco branco; muitas vezes está relacionada ao perfil de ansiedade do paciente e independe de sua vontade.

Para o diagnóstico e diferenciação entre hipertensão e hipertensão do jaleco branco, é recomendado o exame de Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (M.A.P.A.), que permite registrar o valor da pressão arterial do paciente durante 24 horas e calcular a média.

Alguns outros exames podem ser necessários para o acompanhamento dos hipertensos, como eletrocardiograma, ecodopplercardiograma, teste ergométrico e holter 24 horas. O tratamento inclui mudanças de hábito, como dieta e atividade física regular, além de medicações de uso contínuo. O acompanhamento regular com o cardiologista é fundamental para avaliar a eficácia do tratamento, além de prevenir e tratar as possíveis complicações.

FONTE

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