Aparelho nos dentes antes era um tratamento quase exclusivo para crianças e adolescentes. Era.

O empresário Ruy Gonçalves Carravetta viu filhos e netos usarem aparelho. Nem imaginava que ele, aos 74 anos, teria de passar pelo mesmo tratamento. “Tive um dente na lateral que, realmente, não tinha uma posição muito legal”, comenta.

Viúvo há mais de 20 anos e muito vaidoso, Seu Ruy vive driblando os amigos que sempre fazem gracinhas. “Bobagem com essa idade, com aparelho. Eu digo: ‘Deixa pra lá’. É uma das desculpas que cabe. Eu estava mordendo a língua, a articulação não estava perfeita”, diz Seu Ruy.

Em uma clínica em Florianópolis, 20% dos pacientes tem 60 anos ou mais. “Problemas de correção, de posição dentária onde vai receber uma prótese ou implante e mordida cruzada”, explica o ortodontista Ibrahim Jamil.

A maioria dos idosos quer distância dos aparelhos metálicos. O preferido do pessoal da terceira idade é o transparente, bem mais discreto. Foi o escolhido pelo aposentado Artur Francisco de Souza Caldas, de 76 anos. Ele cansou dos problemas.

“Minha mordida não é muito boa. De vez em quando mordia a bochecha e tal, então resolvemos corrigi-la”, conta.

A dona de casa Lázara Maria Gonçalves, de 66 anos, assumiu o sorriso metálico em nome da economia. O aparelho custa entre R$ 500 e R$ 1 mil. Já o transparente passa de R$ 2 mil. “Não é porque que a gente já é de idade que vamos desprezar. Vamos nos arrumar”, ri.

“Melhora a harmonia do sorriso, a mastigação, as rugas musculares ao redor da boca atenuam e melhora também a autoestima do paciente. O idoso se sente mais feliz”, destaca o ortodontista Ibrahim Jamil.

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