Serviço de Cardiologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz realiza procedimento minimamente invasivo para implante de válvula aórtica transcateter via artéria carótida esquerda.

Recentemente especialistas do Serviço de Cardiologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz realizaram um aperfeiçoamento na técnica de implante de válvula aórtica por cateterismo cardíaco, indicada para o tratamento de pacientes com estenose aórtica. A doença é uma das mais comuns entre idosos – acomete cerca de 5% desta população – e se traduz por uma abertura incompleta da válvula aórtica, que dificulta a saída do sangue do coração e causa o surgimento de sintomas como angina de peito, tonturas, síncopes, falta de ar e, em casos mais graves, colapso circulatório (choque cardiogênico).

Até hoje, a válvula era introduzida no local de implante através de uma punção ou dissecção da artéria femoral na região da virilha ou pelas artérias subclávias/axilares, normalizando a função cardíaca, melhorando a qualidade de vida do paciente e proporcionando aumento da sobrevida desta população de alto risco. Entretanto, algumas pessoas apresentam obstruções arteriais nos membros inferiores, impossibilitando a passagem da válvula. Outros pacientes, como o que passou por este procedimento, não possuem nenhuma das opções acima, o que é menos comum, mas torna o caso ainda mais complexo e difícil.

Para beneficiar os indivíduos que sofrem destas restrições, os Drs. Eberhard Grube e Marco Aurelio de Magalhães, da equipe de Cardiologia Intervencionista do Hospital, e os Drs. Januário Manoel Souza, Rafael Otto Schneidewind, Ricardo Kazunori e Antonio Carlos Pereira, da equipe de Cirurgia Cardíaca, utilizaram uma nova via de acesso para a implantação do mecanismo: a artéria carótida esquerda raramente utilizada para este fim. A cirurgia foi bem-sucedida e o paciente, de 81 anos, se recupera conforme o esperado.

“Nós nos reunimos para formar uma abordagem de equipe cardiovascular e, assim, oferecer uma visão completa de todos os especialistas para este caso. As adaptações de acesso da válvula preservam as propriedades e vantagens do tratamento, que, por sua maior simplicidade, permite recuperação mais rápida, abreviando o tempo de internação hospitalar, e retorno precoce às atividades rotineiras”, diz o Dr. Marco Aurélio Magalhães.

Com a nova opção de acesso, a técnica prevê o auxiliar o tratamento de pacientes sem opções de acesso vascular convencional e de portadores de estenose aórtica. Considerando ainda que os idosos que sofrem dessa doença têm, geralmente, suas atividades habituais limitadas e a presença de comorbidades que tornam o risco cirúrgico elevado, as vantagens desta opção menos invasiva são a dispensa de anestesia geral, de abertura do tórax e de circulação extracorpórea.

Fonte: MaxpressNet

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