Novos negócios são impulsionados pelos gastos dos idosos com lazer e saúde. Empresário criou rede de academias para pessoas com mais de sessenta anos.

Com o crescimento do número de idosos no país, empresários aproveitam para investir em negócios voltados para pessoas da terceira idade.

Há oito anos o empresário Benjamin Apter montou, com mais 2 sócios, uma academia de ginástica para alunos com mais de 60 anos na zona oeste de São Paulo. Foram investidos R$ 250 mil para montar a primeira unidade da rede, que hoje já conta com três academias, 40 funcionários e 650 alunos.

O negócio fatura cerca de R$ 3 milhões por ano e já há planos de expansão da rede. Depois de 2 anos de estudo de mercado chegou-se ao modelo ideal. O empresário notou que o público idoso é carente de aulas de fortalecimento muscular. “Nós ficamos muito atentos nas grandes universidades, nas publicações científicas onde se estudava muito que exercício para idosos não só melhorava a qualidade de vida, mas também os índices de doenças crônicas… melhorava a glicemia na diabetes, o nível de pressão no hipertenso, ansiedade, depressão, osteopenia, osteoporose”, diz o empresário.

Para frequentar a academia 2 vezes por semana o valor da mensalidade é de R$ 365. “Nosso faturamento vem aumentando em média 20% ao ano. Pretendemos dobrar o nosso faturamento em 3 anos”, diz Apter.

Pacotes turísticos para a terceira idade

Segundo o IBGE existem hoje no Brasil cerca de 22 milhões de brasileiros com mais de 60 anos. Até 2050, eles serão 22% da população.

E hoje, com mais qualidade de vida, eles trabalham, se divertem e gastam boa parte da renda com o próprio bem estar. Este ano, os rendimentos deste público devem chegar a R$ 400 bilhões.

Atento a esta fatia de mercado, o empresário João Ricardo Marincek decidiu investir em pacotes turísticos para a terceira idade. Ele é proprietário de uma agência de viagens e há 10 anos criou um programa voltado para os idosos.

A agência faz 8 viagens por ano, em média. Os destinos são diferenciados e contemplam locais como África do Sul e Ásia. No Brasil, os roteiros são para Fernando de Noronha e Amazônia. Uma viagem internacional pode custar até US$ 10 mil por pessoa. “O foco é a natureza, o exótico, o diferenciado, a gente não faz viagens pra destinos tradicionais, então esse público que nos procura tem essa identidade também”, diz o empresário.

Os grupos são formados por até 20 pessoas entre homens e mulheres e requerem alguns cuidados especiais. “Seja a atenção maior com a escolha dos hotéis, para evitar que seja desgastante subir vários níveis para descer, além dos restaurantes, mas principalmente a quantidade de atrativos que se coloca num roteiro”, diz Marincek. Para 2013, o empresário aposta num crescimento de 10%.

Fonte: G1 Economia

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